Acompanhamento Familiar

Aplica-se às situações em que o paciente se encontra inabordável ou que o nível de produção subjetiva se encontra significativamente comprometido pelo estado mórbido,  de modo que a abordagem da família se revela como único recurso de operação clínica. Através da abordagem aos membros da família,  que se encontram em condição de funcionarem como responsáveis diante do paciente, faz-se um ciclo de reuniões, que visam a um melhor entendimento do problema e, conseqüentemente, ao encontro das formas adequadas de agir sobre os impasses colocados pelo paciente.

Trata-se de uma modalidade de atendimento que veio ganhando autonomia ao longo do desenvolvimento dos trabalhos do MOTE, uma vez que os trabalhos de família só eram incluídos enquanto recursos complementares aos trabalhos de Acompanhamento Terapêutico e Psicoterapia Domiciliar e Hospitalar. Foram os impasses da clínica que levaram a equipe técnica do MOTE a encontrar na perspectiva do Acompanhamento Familiar um modo de operação clínica cabível à abordagem de certos casos críticos.

Esta abordagem diferencia-se da proposta da Terapia Familiar, uma vez que o foco clínico não é a família como um todo, mas tão somente um trabalho de reflexão e revisão de atitudes entre os responsáveis familiares, quando o paciente se encontra em estado grave, do ponto de vista psíquico, a ponto de não poder se beneficiar da abordagem psicológica diretamente a ele endereçada.

Esta modalidade de atendimento aplica-se a todo o espectro de situações psiquicamente críticas, seja de pacientes clínicos, idosos, dependentes de drogas ou casos típicos de saúde mental. Pode ser realizada em ambiente hospitalar de psiquiatria ou de especialidades médicas, domiciliar, ambulatorial ou ainda em ações relativas à saúde ocupacional.